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Soft Skills

“Soft Skills” são as habilidades relacionadas a nossos comportamentos. Diferente das “hard skills”, que são nossas habilidades relacionadas a conhecimentos técnicos.

Atualmente, observamos que muitos profissionais possuem um ótimo currículo, com muitos cursos, idiomas, formações e graduações, ou seja, um grande conhecimento técnico. E apesar de um currículo, muitas vezes, considerado invejável, o indivíduo não consegue se manter em um emprego por muito tempo, ou mesmo, suas relações interpessoais se mostram frequentemente comprometidas.

É muito provável que esta pessoa esteja necessitando de um melhor aperfeiçoamento de suas habilidades comportamentais, bem como lidar com suas próprias emoções.

Veja o vídeo que gravei sobre este assunto – Soft Skills: parte 1

Abaixo listo algumas habilidades fundamentais para o aperfeiçoamento das “soft skills”:

  • Empatia: o cuidado de se colocar no lugar do outro, no sentido de maior compreensão em relação às suas atitudes, ou seja, não levar tudo para o lado pessoal, achar que as reações das pessoas estão necessariamente relacionadas à você, ou alguma falha sua. Por vezes, o outro é que está passando por problemas pessoais, ou mesmo, profissionais, e acaba não sabendo lidar com as pessoas à sua volta, projetando nelas suas decepções, suas falhas, seus sentimentos de culpa, entre outros;
  • Assertividade: ao mesmo tempo que é possível ter um posicionamento próprio, o qual deve ser sempre ponderado e avaliado, também respeitar o posicionamento do outro. O ‘exercício’ neste caso, é negociar consigo mesmo e com os outros. Entender que nem sempre as coisas são como e quando queremos. O outro também precisa fazer este ‘exercício’, para que os relacionamentos caminhem de forma mais proveitosa e harmônica para todos os envolvidos.
  • Boa comunicação: está diretamente relacionada com a assertividade, já que necessitamos sempre percorrer os seguintes aspectos: O que quero comunicar? Qual o meu objetivo? Para quem quero comunicar? E o fazer de forma clara e objetiva, permeada pela empatia.
  • Relacionamentos interpessoais: Utilizando os elementos elementos citados anteriormente, com educação e respeito, mesmo com pessoas que não temos muita simpatia, possibilitará o alcance de objetivos em comum, apesar de seres humanos diferentes estarem envolvidos na situação. É justamente as diferenças de personalidade e entendimento, que pode fazer com que as relações possam se tornar mais ricas, que possamos desenvolver mais criatividade na busca de estratégias para soluções e resultados em comum.

Por fim, na parte 2 do vídeo (abaixo), falo mais sobre a Inteligência Emocional. Inicio citando uma frase de Carl G. Jung, “Domine todas as teorias, todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas uma outra alma humana.”

Aprender a lidar com nossas emoções em situações de decepções e frustrações, situações consideradas desagradáveis, é desenvolver nossa inteligência emocional.

Isso não está somente ligado às nossas relações interpessoais, mas também nossa própria auto cobrança. Por vezes, somos muito perfeccionistas, exigentes e rígidos com a gente mesmo. 

É necessário conhecer nossos próprios limites e ter sabedoria para saber o quanto e quando sair da ‘zona de conforto’ e o quanto ‘ousar’, para que prejuízos maiores sejam evitados, e que o aprendizado seja alcançado.

Tudo isso pode parecer difícil ou impossível de se alcançar. Claro, a perfeição não é a questão aqui, mas sim, o aperfeiçoamento, ou seja, a prática constante, os esforços necessários para que os resultados sejam alcançados.

É possível aperfeiçoar sempre, ir aos poucos, mas de forma constante. Sempre haverá algo, algum aspecto a ser melhorado, com certeza. E é isso mesmo, faz parte da vida. Por vezes, acertaremos, por vezes, não. O aprendizado é que deve sempre ser colhido, seja qual for o resultado.

Encerro também com outra frase de Jung, que considero muito pertinente para uma reflexão sobre nossos relacionamentos, tanto pessoais, quanto profissionais, “Onde o amor impera, não há desejo de poder; onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro”.

Por Juliana Pintor Furlanetto
Psicóloga (CRP: 06/64531), graduação em letras e pedagogia e pós graduação em psicanálise.

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